Veículos autônomos: 5 consequências da produção

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Efeito dos veículos autônomos

Os veículos autônomos são uma das principais tendências para o setor automotivo nos próximos anos. Eles vão permitir que automóveis dirijam sozinhos, com segurança e precisão, devido às tecnologias de última geração acopladas.

Hoje, diversas marcas e países investem na tecnologia. Para se ter uma noção, Estados Unidos, Suécia e Japão já permitem testes com carros do tipo, desde que motoristas estejam a bordo para assumir o controle quando preciso.

Além da Tesla, grandes marcas como Amazon (Zoox), Toyota, Ardo AI (JV entre Ford e VW), Mercedes-Benz, , Zenuity (JV entre Volvo e Autoliv) e Aptiv Autonomous Mobility (JV entre Hyundai e APTIV) estão correndo contra o tempo para desenvolver e colocar no mercado os primeiros carros autônomos, antes dos concorrentes.

E não para por aí. Cinco mil caminhões da empresa chinesa TuSimple podem rodar nas estradas do país desde 2021.

O crescimento dos investimentos e iniciativas na área demonstram que essa tendência veio para ficar e, para os próximos anos, tem tudo para dominar o mercado. Em paralelo, os veículos autônomos vão trazer uma série de mudanças ao nosso dia a dia.

Níveis de automação

A Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Rodovias (NHTSA), dos Estados Unidos, e a Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE) indicam a existência de seis níveis de automação.

Os veículos estão sendo desenvolvidos com base nesses padrões:

  • Nível 0: automóveis sem automação;
  • Nível 1: carros com assistência básica ao motorista;
  • Nível 2: automação parcial, em que é preciso assumir o controle no caso de problemas;
  • Nível 3: automação considerada condicional. Nesse caso, o veículo consegue dirigir sozinho, mas ainda precisa da intervenção humana, em casos de risco;
  • Nível 4: alta automação, quando não há necessidade de intervenção;
  • Nível 5: automação completa. Aqui, ocupantes serão meros passageiros e não vão precisar da assistência humana.

Atualmente, os sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) da Tesla e outros carros de alta tecnologia disponíveis para os consumidores são classificados como de Nível 2.

Os veículos de Nível 5, que são autônomos em todas as situações de estrada, ainda não existem. A previsão para estarem comercialmente disponíveis nas principais cidades do primeiro mundo é a partir de 2030.

Dados da empresa alemã Statista indicam que, até 2024, serão vendidos quase 19 milhões de veículos com automação parcial e 860 mil com automação condicional, alta e completa.

Em última instância, será possível viajar sem colocar as mãos no volante. Os passageiros poderão assistir filmes, ler livros ou simplesmente dormir, enquanto aproveitam a viagem até seu destino.

Portanto, para não ficar para trás, esse é um mercado que vale a pena se envolver!

Quais as consequências da produção de veículos autônomos?

Os veículos autônomos vão transformar a sociedade em todos os âmbitos.

Inclusão de tecnologias 4.0 na indústria

Nas fábricas, é certo que tecnologias de última geração deverão ser implementadas - seja para inclusão nos próprios veículos, como para sua produção propriamente dita. Só assim será possível desenvolver automóveis eficientes e seguros.

Revisão no setor de seguros

Dados da consultoria McKinsey e do The Boston Consulting Group mostram que o número de acidentes deve diminuir em até 90%, já que as colisões são causadas, em grande maioria, por falhas humanas. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea, isso significa uma redução de sinistralidade no trânsito brasileiro em mais de 40 mil mortos, com custo estimado em R$ 50 bilhões.

Em vista disso, o setor de seguros deverá revisar apólices, para manter as vendas em alta. Essas ações são necessárias, tanto em se tratando dos seguros auto, quanto dos de saúde.

Transporte público

Os veículos autônomos conectados poderiam ser utilizados como táxis, mini-ônibus, ônibus, trens ou metrôs. O impacto de colocar todos os transportes públicos conectados tem o potencial de: aumentar a capilaridade, balancear oferta e demanda, aumentar a produtividade e finalmente e mais importante, reduzir investimentos públicos e reduzir o custo da mobilidade.

Diminuição na emissão de gases poluentes

Como carros autônomos são movidos com motores elétricos ou de hidrogênio, as emissões de carbono na atmosfera vão diminuir drasticamente.

Dados do The Boston Consulting Group, em parceria com o World Economic Forum, demonstram que a redução permeia os 80%.

Em contrapartida, o descarte das baterias ainda é uma questão problemática, porque existem poucos projetos que abordem a reciclagem ou seu reaproveitamento.

Cuidado com vazamento de dados

Ao produzir e vender veículos autônomos, as montadoras precisam coletar informações pessoais sobre os condutores, como localização, dados pessoais e comportamentais.

Nesse sentido, será indispensável que as fábricas desenvolvam tecnologias de proteção de dados para evitar, não só o vazamento de informações do comprador, mas a exposição do automóvel a ataques hackers.

Reinvenção de comércios à beira de estrada

Restaurantes, hotéis e outros comércios à beira de estrada deverão reinventar seus modelos de negócio para continuarem ativos. Com carros totalmente automatizados, passageiros não vão precisar interromper a viagem para descansar ou comer.

Veículos autônomos no Brasil

No país, ainda não temos previsão sobre a implementação dos veículos autônomos. Há uma série de detalhes que precisam ser discutidos e analisados, como infraestrutura viária, legislação e uso de tecnologias.

As estradas, por exemplo, precisam estar conectadas ao automóvel, para garantir que o trajeto seja seguro e o passageiro fique protegido.

Em ordem legislativa, muito ainda precisa ser revisto. Afinal, não temos legislações que relacionem questões importantes como mortes e problemas no trânsito aos automóveis autônomos.

Por fim, o investimento em tecnologias é primordial. Mas, as fábricas brasileiras ainda não estão preparadas para essa ascensão (não só no setor automotivo). Muitas, inclusive, limitam-se ao uso da indústria 2.0 e não conhecem os benefícios relacionados à 4.0.

Como visto, diversos pormenores devem ser avaliados antes de se investir no mercado. Ainda assim, essa é uma das principais tendências para o futuro. E, se você não quer ficar de fora, conte com quem é especialista na criação de soluções estratégicas.

Entre em contato com a BY Capital e saiba mais sobre o mercado de automóveis autônomos.