Crise energética na Europa: consequências para montadoras

foto

Crise energética: Risco de falta de energia na Europa pode causar shutdowns de montadoras

Estudos demonstram que a crise energética na Europa vai se estender até o próximo ano. Indica-se que o continente vai passar por uma recessão neste final de ano até o início de 2023 - o que gera consequências negativas à toda economia global.

Devido ao bloqueio dos gasodutos russos, diversas indústrias localizadas na Europaestão enfrentando problemas na produção. Muitas precisam reduzir, suspender ou até fechar as portas por falta de energia.

. Uma das decisões mais recentes de Vladimir Putin, em resposta às sanções europeias ao país, foi não reativar o gasoduto Nord Stream.

Esse e outros gasodutos são extremamente importantes no fornecimento de energia para o continente. Eles são considerados uma forma eficiente de transmissão, devido aos menores custos. Afinal, não é necessário cruzar o oceano para buscar e garantir energia às fábricas e cidadãos europeus. Isso, sem contar outros benefícios como a geração de empregos e consequente crescimento econômico.

Contudo, as provocações e problemas com a Rússia são responsáveis pelo problema. Pouco a pouco, as tensões crescem, desde o verão de 2021, antes mesmo do governo russo invadir a Ucrânia.

De lá para cá, o problema só piorou e, hoje, a Europa enfrenta problemas sem precedentes - que devem piorar durante o inverno.

Segundo estimativas do escritório de estatística da União Europeia, Eurostat, em agosto, a inflação chegou aos 9,1%, e os preços sobre a energia subiram 38,3%.

Além disso, dados da BlackRock Investment Institute estimam que a economia do continente deve sofrer uma retração de -0,9% para o próximo ano.

Crise energética afeta indústrias e montadoras

Indústrias localizadas na Europa sofrem com a falta de energia, sobretudo as de gás, aço, fertilizante e alumínio. Muitas estão fechando ou repassando custos cada vez mais altos aos consumidores.

Esses preços afetam diretamente o setor de máquinas e de automóveis em países como Itália, Áustria e Alemanha.

Mas, não é só isso. Materiais importantes para montadoras, como metais, aço e vidro, estão sendo produzidos em menor escala.

Veja a situação de cada setor:

Aço

As indústrias siderúrgicas também precisaram reajustar os valores repassados aos clientes. No entanto, com a recessão na economia, muitos clientes não conseguem acompanhar os preços e, em consequência, as vendas caem.

Outros Metais

Materiais como zinco e alumínio não são fabricados na mesma medida. Nos últimos 12 meses, as altas nos preços fizeram com que indústrias reduzissem quase metade da capacidade de fundição.

Vidro

O custo do vidro também aumentou, pois, para sua produção, é preciso que as fábricas funcionem continuamente.

Consequências ao setor automotivo

Montadoras europeias estão receosas sobre possíveis paralisações no processo de produção. A Volkswagen, por exemplo, precisou se antecipar à escassez e aumento no preço do vidro, estocando janelas e parabrisas na própria indústria.

Em setembro deste ano, a montadora anunciou a possibilidade de transferência da fábrica alemã para outros países, como forma de evitar as consequências da crise energética.

Para se ter uma noção da situação, antes da guerra a Rússia fornecia 40% do gás usado pela União Europeia. A Alemanha, sozinha, utilizava 55% da energia apenas no setor industrial.

A Rússia é responsável por 40% do fornecimento mundial de paládio, material usado em catalisadores e conversores.

Devido à crise, estima-se que a produção de automóveis seja suspensa ou caia durante o inverno. A produção de veículos na Europa, incluindo-se a Europa Oriental, pode cair aproximadamente 9% até o final deste ano, cerca de 1 milhão de unidades. A previsão é da S&P Global Mobility, empresa especializada em analisar o cenário econômico da indústria automotiva mundial. Parte disso se deve diretamente à perda de vendas de carros na Rússia e na Ucrânia, mas esses países juntos formam uma pequena fatia do mercado automotivo global – cerca de 2% do total em 2021.

Especialistas indicam que, caso a recessão se estenda, o Brasil pode ser afetado no próximo ano, mas, em menor intensidade. As principais projeções são: PIB com crescimento de 0,76% em 2023 e queda no número de exportações.

Para enfrentar um possível cenário econômico conturbado, é importante contar com uma consultoria especializada em soluções para momentos de crise, como a BY Capital. Portanto, previna-se! Conte conosco para manter o crescimento saudável da sua empresa nos próximos anos.